Nunca somos uma coisa só. E nunca nos encaixamos numa só descrição. Somos tantas coisas... Algumas podemos revelar. São nobres e publicáveis. Outras não. Revelam faces de nossa existência que não queremos que nossos filhos vejam. Ou nossa mãe. Pensando bem, há coisas sobre nós que fingimos não existir. Mas, deveríamos compartilhar algumas coisas. O que seria da música, da literatura, se seus criadores guardassem tanto segredo?
Não causarei nenhum frisson com essa revelação. É publicável. Fui uma adolescente cheia de ídolos. Que, por sinal, infelizmente, já estão ficando velhos. Um deles é Johnny Depp. E Keira Knightley, que, antes de ouvir essa atrocidade já não me despertava nenhuma simpatia, teve a pachorra de declarar durante as filmagens de Piratas do Caribe, que se sentiu constrangida de beijar um homem velho como ele. Velho? Johnny Depp? Ah, vai se catar! A mocinha entrou para a minha lista negra. Mas, a verdade é que eles estão se tornando ídolos de outra geração...Assim como eu já virei a outra geração da família...
Bem, mas como já disse fui uma adolescente cheia de ídolos. E como nunca deixamos nada de lado em nossa vida, ainda sonho com alguns deles. Mas, nenhum jovenzinho. Bem, talvez um. Taylor Lautner. Ai, ai, ai... Mas, não dá. Muito jovem. Meu coração ainda bate mais forte com Tom Cruise, Mel Gibson... (Eu disse que estava ficando velha...).
Há algo nos amores platônicos que nos invade sem pedir. A Bela Adormecida dentro de nós ainda sonha com super-heróis, cavaleiros de capa e espada que poderiam trazer de volta a fantasia de salvação, aquela corrida rumo a lugar nenhum que nos tiraria desse mundo tão enfadonho e tão dolorosamente real...
Assim como a criança o faz ao brincar, somos capazes de fantasiar. Freud disse que o contrário de brincar não é o que é sério, mas o que é real. Portanto, ao crescer, abandonamos o brincar, mas não a capacidade imaginativa que parece sobreviver aos infortúnios e dificuldades da vida. Como Freud diz no texto de 1908, na realidade, nunca renunciamos a nada; apenas trocamos uma coisa por outra.
E toda a fantasia é a realização de um desejo, “uma correção da realidade insatisfatória”.( Freud, 1908, p. 137)
E qual é a realidade que é satisfatória?!? Então, sonhamos. Fantasiamos.
E hoje, tenho que confessar que o motivo de meus suspiros se chama Rock. The Rock. Ele mesmo. Dwayne Johnson. Sim, eu sei, filme quebra pau não tem muito a ver comigo. Mas, sinceramente, nunca me interessaram as pancadarias em que esteve envolvido. Nunca me interessei por esportes, muito menos diferentes modalidades de luta. Mas, há algo nesse grandalhão que me causa. Meu marido que me perdoe, fantasia pura.
Vocês já observaram os músculos do rapaz. Mas, já observaram o sorriso e olhos desse monumento? Aposto que não. A Disney já percebeu a empatia que causa esse olhar e não é a toa que o tornou seu herói, apresentando seus personagens nos filmes como presunçosos arrogantes que, no final das contas se tornam pais carinhosos, aqueles nos quais todos podem confiar. E então, confiamos. E fantasiamos mais um pouco.
Doces como bala de criança, olhos e sorriso do grandalhão revezam com o tamanho dos músculos, que só me interessam na medida em que causam o contraste perfeito: poesia e músculos, tudo o que uma mulher deseja?
O encanto do monumento nunca residiu na força ou na capacidade de quebrar a cara dos inimigos. Seu encanto sempre esteve no olhar que inacreditavelmente suave, logo nos convida para uma visita ao sorriso que, pela perfeição, nos captura, transformando sua atuação em pura sedução.
Duvidam? Então, da próxima vez em que assistirem a um de seus filmes, não reparem tanto nos músculos. Reparem nos olhos. E no sorriso.
Ah, você está espantado? Por quê? Você não fantasia?

Olá
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ResponderExcluirQue delícia de texto. Gostei muito. O que seria da vida se não fossem os sonhos?! Muito sem graça eu diria. Continue sonhando, Regina. Vamos sonhar! Bjs
ResponderExcluirtestando comentário, depois eu conserto o resto do layout, vou dormir agora e tá me devendo uma cerveja!
ResponderExcluirEspantada eu?!
ResponderExcluirIncomodada ficava a sua avó rsrsrs
Eu era fã de Johnny Depp na época do seriado "Anjos da Lei". Também fui fã do "Charles" dos Menundos hahaha... nossa, eu era muito apaixonada. Mas quem me tira longos suspiros é o gatíssimo Carlos Casagrande. Ô, lá em casa!
A propósito: Dwayne Johnson é mesmo uma doçura.
Nada como a fantasia para nos fazer suspirar e sonhar sempre.
Texto encantador.
bj